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 Projeto Nodriza: Colombia

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Marcus Silva

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MensagemAssunto: Projeto Nodriza: Colombia   Qua Dez 12, 2012 11:56 pm

Projeto Nodriza: navio de apoio Fluvial (COTECMAR) - Colômbia
Durante a última década, a Marinha Colombiana formou uma pequena frota de navios de guerra fluviais, o que facilitou a mobilidade das tropas em grandes partes do país, o que ajuda a fortalecer a estratégia ofensiva e as Forças Armadas, a fim de ir combatendo os grupos subversivos e criminosos de drogas na Colômbia .
A decisão de construir sua própria frota remonta a 1997, uma tarefa que foi confiada a oficiais e civis integrados ao Departamento Técnico da então base ARC Bolívar Naval de Cartagena.



Já são cinco navios equipados com modernos sistemas de comunicação, armas e blindagem especiais que lhes permite resistir aos ataques de grupos armados à margem da lei.
A concepção e construção destes navios foi realizada na Colômbia, nas instalações da Corporação de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento da Indústria. Naval, Marítimo e Rio da Colômbia, Cotecmar, localizado em Cartagena de Indias, e sua entrada em operação faz parte do Projeto Nodriza , uma iniciativa liderada pela Marinha, que inclui a construção de mais cinco navios ao longo dos próximos anos.

Dentro do programa de atividades que a Marinha tem vindo a desenvolver na Colômbia, estes navios patrulheiros de apoio fluvial, como são chamados, são responsáveis por fornecer munição, combustível e gêneros alimentícios para barcos de patrulha implantados ao longo dos rios Putumayo, o Magdalena, Orinoco e do Atrato, entre outros.

Para os estrategistas militares colombianos, o país estava em dívida para ter barcos deste tipo, uma vez que a geografia nacional tem mais de 13.000 km de rios navegáveis, que necessitam de guarda permanente. Em muitas regiões, os rios são o único caminho, exigindo mantê-los sob vigilância para garantir que o tráfego sobre eles seja seguro.
Cada um dos novos navios construídos pela Cotecmar para a Marinha, com cerca de 40 metros de comprimento e deslocamento de 300 toneladas, é projetado para navegar em águas rasas, adaptando-se às condições de variações nos rios colombianos.



A entrada em operação dos navios de patrulha fluviais de apoio aumentou a cobertura e capacidade de permanecer na área de operações das pequenas embarcações que compõem os Elementos de Combate Fluvial, porque eles podem ser reabastecidos com munição, combustível e mantimentos, sem necessidade de retornar às suas bases, melhorando os resultados de autonomia e operacional.


O ECF é uma organização especial de fuzileiros navais de combate que combina velocidade, manobrabilidade, flexibilidade e poder de fogo. É composta por uma embarcação de Comando e Controle e três mais que levam a cabo missões táticas . A dinâmica da guerra e as novas necessidades e ameaças encontradas nos rios da Colômbia levou à Marinha e Cotecmar a empreender um processo de reengenharia em alguns de seus sistemas existentes e embarcações. O último apropriou os processos necessários para implementar a estratégia de construção modular, ou seja, o modelo de construção tradicional foi substituído por um modelo de construção em blocos, onde posteriormente as partes dos navios eram juntadas. A engenharia de detalhamento representou um desafio a Cotecmar , que a levou a comprar o software de design chamado Tribon e cuja primeira aplicação realizada foi o Patrulheiro de Apoio Fluvial de terceira geração, "Nodriza V". Com esta sistemática foi reduzido para um ano o tempo de construção desses navios.





No caso do Nodriza V, o seu design respondeu às exigências e requerimentos que as tropas vinham identificando a partir de sua experiência operacional. Na verdade, as primeiras patrulheiras fluviais construídas no país contavam com menores capacidade de fogo e proteção de blindagem.

Essencialmente, o apoio era fornecer serviços de alimentação, abrigo e assistência médica de primeiro nível para os ocupantes do ECF. Eles também foram encarregados de garantir o fornecimento de combustível, munição, peças de reposição, suprimentos e rações. Mas de início, depois de intensos combates com grupos armados à margem da lei, em que o primeiro patrulha construído no país chegou a efetuar apoio, os engenheiros e técnicos responsáveis pelo projeto decidiram implementar algumas alterações para os projetos posteriores.





Para a nova geração de navios que começou a operar há dois anos, o pessoal encarregado da concepção e construção decidiu aumentar seu poder de fogo com a instalação de três casamatas blindadas, aumentar a capacidade de blindagem do casco e superestrutura. Foram acrescentados novos compartimentos para instalação de equipamentos de comunicação modernos, introduzindo modificações no sistema de propulsão de tal forma a incrementar a sua confiabilidade, eliminando lemes e hélices e substituindo estes por modernos sistemas não sujeitos a avarias por impactos com fundo ou objetos flutuantes.
Estes sistemas de propulsão são waterjets, ou hidrojatos.

Vejam, como exemplo, imagens de hidrojatos instalados em outros navios:





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Marcus Silva

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MensagemAssunto: Re: Projeto Nodriza: Colombia   Qua Dez 12, 2012 11:58 pm

Dentro das novas doutrinas de emprego de segurança adotadas pelas Forças Militares, essas unidades tem sido empregadas em operações conjuntas com o Exército e a Força Aérea, o que levou a que as novas patrulheiras sejam dotadas de capacidade para operar e provisionar operações com helicópteros, porém não possuem hangar.






Oficiais encarregados de sua construção assseguram que o navio é projetado para cumprir operações ofensivas, já que tem lançadores de granada, metralhadoras de 12,7 e 7,62. Os artilheiros ficam localizados em um tipo de compartimentos que são chamados de casamatas e podem atirar para os lados a partir de corredores totalmente fechados. Seu poder de fogo representado em oito reparos de armas, pode cobrir todos os ângulos de visada necessárias.



Ele também tem sistemas de comunicação modernos, equipamentos de navegação e telefones de satélite e de radar cobrindo 16 quilômetros, ecobatímetros ( sondas de medição de profundidade ) e bússola magnética. É uma embarcação silenciosa, o que possibilita as tropas efetuar ataques de surpresa. Ele tem o sistema de vigilância e ataque Scorpion que efetua disparos remotamente, e inclui câmeras de infravermelho para detectar movimentos do inimigo durante a noite.


O navio que para validar seu projeto, foi submetido a vários testes na Europa, pesando mais de 350 toneladas, foi projetado para mobilizar mais de uma centena de homens e tem uma capacidade aproximada de 15.000 litros de combustível para seu deslocamento, para abastecimento de helicópteros e dos elementos de combate fluvial.



A construção deste navio foi iniciada em 15 de janeiro de 2004 e levou exatamente um ano para a conclusão e lançamento. Desde então, passou por extensas provas de mar e no porto , do que evidenciou-se o cumprimento de todos os seus requisitos técnicos e fazendo deste navio um produto tecnologicamente diferenciado e inovador que permite a engenharia naval colombiana posicionar-se no contexto internacional.

*** Fonte: http://www.cyber-corredera.de/...03_FLOTA_FLUVIAL.htm

*** Tradução: Marcus Silva
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MensagemAssunto: Re: Projeto Nodriza: Colombia   Qui Dez 13, 2012 12:01 am

Seria viável que nossa Polícia Federal operasse uma embarcação desta?

A MB sim, poderia operar, mas a PF não, porque o navio é complexo, envolve navegação e conhecimentos mais profundos de artes náuticas e trato com armamento mais sofisticado, requer uma tripulação com mais conhecimento marinheiro. As embarcações mais adequadas para a PF são lanchas.
Na 1/72 seria um modelo bem aprazível, de 54,5 cms de comprimento, mas acredito que seja dificil algum fabricante de kits se interessar por esse projeto, é um navio de pouca projeção e conhecimento a nível mundial, o que poderia vir a representar dificuldades de vendas, o que é uma pena, pq seria um grande modelo.

Abs: Marcus Silva
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MensagemAssunto: Re: Projeto Nodriza: Colombia   Qui Dez 13, 2012 12:04 am

Este navio tem grandes vantagens com relação aos que temos, que são menos "modernos" mas ainda sabemos que um elemento que falta a ambos países, Brasil e Colombia, é ter uma enorme frota de embarcações fazendo patrulhas dessas águas interiores. Ainda há muitos vazios de segurança de proteção de pontos em trechos navegáveis de rios e as marinhas desses países não dão conta de averiguar tudo. Essa é uma realidade.
Recentemente o navio patrulha Rondônia se enroscou com um tronco de arvore boiando no Rio Maranon e sofreu avarias no sistema de propulsão, inclusive o eixo de bombordo ficou travado, veja a notícia:

""27 de Agosto, 2012 - 10:30 ( Brasília )
DefesaNet - Naval

Avaria em NPaFlu Rôndonia, durante BRACOLPER-2012, acionou mergulhadores

No dia 25 de julho, durante a travessia de Letícia, na Colômbia, até Iquitos, no Peru, o Navio-Patrulha Fluvial (NPaFlu) “Rondônia”, subordinado ao Comando da Flotilha do Amazonas, colidiu com um tronco enquanto navegava no Rio Marañon, ocasionando a quebra do pino de cisalhamento do eixo de bombordo e posterior perda também do eixo de boreste. Após fundeio em emergência, foram realizados os procedimentos corretivos e restabelecida a propulsão a boreste, permanecendo, entretanto, o eixo de bombordo travado.

Uma dupla de mergulhadores embarcada no NPaFlu “Raposo Tavares” foi prontamente acionada e encaminhada ao navio sinistrado. Após criteriosa análise de riscos, decidiu-se por um mergulho para inspeção e dimensionamento da situação, quando se constatou que o tronco era de grandes proporções e estava travado longitudinalmente ao eixo do Navio.

A soma das experiências, competência, tenacidade e espírito de sacrifício da tripulação e da dupla de mergulhadores foram decisivos para que, após 4 horas ininterruptas de atividade, o tronco fosse retirado. Vale ressaltar, que a dupla de mergulhadores realizou oito mergulhos de elevada complexidade, dificultadas pela baixa visibilidade local e forte correnteza do Rio Maranõn, aliada à grande dimensão do tronco e a posição incomum de travamento no eixo, o que enaltece a capacidade e prontidão das equipes operativas da Marinha do Brasil na Região Amazônica.""

Então, esse tipo de problemas não aconteceria com os Nodriza, por causa dos hidrojatos, dificilmente sujeitos a avarias desse tipo.

Abs: Marcus Silva
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MensagemAssunto: Re: Projeto Nodriza: Colombia   Qui Dez 13, 2012 12:06 am

Esta foto é muito interessante porque mostra uma das características do navio:



A partir dela se pode avaliar a CURVA DE GIRO do navio, que é um dado tático a ser levado em conta em manobras em rios, o que se considera sempre como navegação em águas restritas.
Daí se tira que a capacidade e dinâmica de manobrabilidade destes navios é muito grande.
A curva de giro é a trajetória descrita pelo centro de gravidade de um navio numa evolução de 360 graus, em determinada velocidade e ângulo de leme, veja na figura:



Então se compararmos o movimento real do Nodriza na foto , vemos que praticamente ele vira sobre seu próprio eixo, sendo quase zerados alguns elementos da curva de giro ( avanço, afastamento, abatimento, diâmetro tático, e diâmetro final) que poderiam ser prejudiciais as manobras do navio no ambiente em que ele opera, que são os rios, vias apertadas. Essa condição de manobrabilidade extrema é dada pelo sistema de propulsão a hidrojatos.

Veja um navio oceânico, um OPV, fazendo uma curva de giro............veja como os elementos são espalhados, abertos, bem diferente dos dados de curva fechada da classe Nodriza:





Abs: Marcus Slva


Última edição por Marcus Silva em Qui Dez 13, 2012 12:10 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Projeto Nodriza: Colombia   Qui Dez 13, 2012 12:08 am

Mais fotos dos navios:





















Abs: Marcus Silva
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MensagemAssunto: Re: Projeto Nodriza: Colombia   Qui Dez 13, 2012 12:13 am

A propulsão da classe Nodriza é composta por um Pump-Jet Schottel SPJ 82, que me consta ser uma série ou tipo hidrojato, não é um sistema azimutal com hélices.
Hidrojato é um sistema de propulsão marítimo onde é criado um jato de água para propulsão. O arranjo mecânico pode ser um propulsor tipo hélice dentro de um duto com bocal, ou uma bomba centrífuga e bocal.
O jato formado é direcionável,provendo a manobrabilidade do meio, e subtraindo o leme na embarcação.

Veja este vídeo de um hidrojato tipo Hamilton:

http://www.youtube.com/watch?v=qg14dKSByM8

Procurei referencias de fotos específicas dos sistema de propulsão da classe Nodriza, mas não encontrei ( pelo menos para que tivéssemos noção do seu aspecto externo, de como ela é vista na parte submersa ).

Faço uma suposição de que o sistema de propulsão da Nodriza seja assim:



Essa imagem adiante é do sistema de propulsão da Nodriza:




Abs: Marcus Silva
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MensagemAssunto: Re: Projeto Nodriza: Colombia   Qui Dez 13, 2012 12:14 am

Aqui mais informações sobre a classe Nodriza:

http://www.americamilitar.com/...iza-de-la-infamar/p1
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