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 Monitor Parnaíba

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Marcus Silva

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MensagemAssunto: Monitor Parnaíba   Sex Ago 31, 2012 4:43 am

Características do Monitor Parnaíba.

M Parnaíba U 17

Classe Parnaíba



"Jaú do Pantanal"



"Caverna Mestra da Armada"



"Velho Barco"


D a t a s



Batimento de Quilha: 11 de junho de 1936
Lançamento: 6 de novembro de 1937
Incorporação: 4 de março de 1938





C a r a c t e r í s t i c a s



Deslocamento: 620 ton (padrão), 720 ton (carregado).
Dimensões: 55 m de comprimento, 10.1 m de boca e 1.6 m de calado.

Blindagem: couraça de 3 polegadas ao longo da praça de máquinas e caldeiras.
Propulsão: vapor; 2 caldeiras e 2 conjuntos de maquinas a vapor de tripla expansão Thornycroft gerando 1.300 hp, acoplados a 2 eixos.

Combustível: 90 tons.

Eletricidade: gerador de 60 kVA.

Velocidade: máxima de 12 nós.

Raio de Ação: 1.350 milhas a 10 nós e autonomia de 3.3 dias.
Armamento: 1 canhão de 152 mm, 2 morteiros de 87 mm, 2 canhões de 47 mm e 4 metralhadoras AAé.
Sensores: 1 radar de navegação Furuno 3600 e 1 radar de navegação Decca(1).

Código Internacional de Chamada: PWPA (PXPA)
Tripulação: 90 homens.

Obs: características de antes da modernização de 1998-99





H i s t ó r i c o



O Navio Monitor Parnaíba - U 17, é o quinto navio a ostentar esse nome(2) na Marinha do Brasil, em homenagem a esse rio do Piauí. Foi construído pelo Arsenal de Marinha da Ilha das Cobras, hoje AMRJ. Teve sua quilha batida em 11 de junho de 1936, pelo então Presidente da Republica Getulio Vargas, foi lançado ao mar e batizado em 6 de novembro de 1937, tendo como Madrinha a Primeira-Dama, a Sra. Darcy Sarmanho Vargas. Foi incorporado a Flotilha do Mato Grosso em 4 de março de 1938. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Corveta Armando Berfor Guimarães, que também foi o primeiro comandante do Navio-Tanque Potengi.



A configuração do armamento foi mudada durante modernização realizada em 1998, para 1 canhão de 76 mm Mk 22, 2 canhões Bofors L/60 de 40mm em dois reparos singelos Mk 3, e 6 metralhadoras Oerlikon de 20mm em reparos singelos Mk 10.





Em janeiro de 1998, iniciou-se um Período de Modernização, que duraria cerca de um ano e meio. Quando completou 62 anos de incorporação, em seis de novembro de 1999, deu-se inicio ao seu novo ciclo de vida, pois, modernizado, passou a dispor de maior mobilidade, flexibilidade, autonomia e eficácia, graças à modificação de suas plantas propulsora, de governo e de geração de energia, à modernização de seus sensores e equipamentos de comunicações, à substituição dos antigos canhões de 40/60 pelos canhões Bofors 40/70, provenientes da Fragata Liberal, e também à instalação de um convés de vôo, proporcionando-lhe o título de navio de 3º classe com o maior poder de fogo e o único a transportar aeronave orgânica na área do Pantanal.

Em 6 de maio de 1999, após um ano e meio de obras realizadas na Base Fluvial de Ládario, a Flotilha do Mato Grosso recebeu o M Parnaíba totalmente modernizado. Entre as modificações que o navio recebeu, estão a mudança no sistema de governo, do sistema de geração e distribuição de energia, substituição da propulsão a vapor por diesel, com a instalação de dois motores Cummins-Wärstila CW-6-170 de 925 hp cada a 1.680 rpm e dos canhões de 40 mm Bofors L/60 por dois L/70, retirados das Fragatas classe Niterói, sendo então submetidas ao ModFrag, além da instalação de um convés de vôo. Após as modificações o navio teve sua autonomia aumentada de 3 para 16 dias.



Em dezembro foi realizado o primeiro pouso a bordo, feito executado por uma aeronave UH-12 Esquilo do 4º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral


Última edição por Marcus Silva em Seg Dez 02, 2013 5:54 pm, editado 3 vez(es)
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Marcus Silva

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MensagemAssunto: Fotos   Sex Ago 31, 2012 4:48 am

Algumas fotos:







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Marcus Silva

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MensagemAssunto: Re: Monitor Parnaíba   Sex Ago 31, 2012 4:55 am

Analisando as dus últimas fotos do canhão , e sabendo que este monitor opera em rios, onde alguns trechos podem ser um tanto confinados, observa-se que o canhão não tem proteção, não tem escudo, ou torreta. Dessa forma o senso de proteção é baixo para os integrantes da tripulação do mesmo. Se da margem dos rios, ou mesmo alguma embarcação inimiga passar perto do navio brasileiro, pode atirar no navio brasileiro e a equipe deste canhão estará exposta e desprotegida.
Não seria hora de instalar um canhão mais moderno no mesmo?

Esse canhão instalado no Parnaíba em uma modernização que o navio sofreu em 1998 é de procedência americana, um 3inch/50 caliber mk22 de duplo emprego( no Brasil citam o calbre como 76 mm por causa da conversão de polegadas para milímetros ) e o canhão é assim por construção, por padrão, por concepção. Lógico que apontar que ele tem menos proteção que outros canhões é correto e razoável, mas a concepção do canhão é assim mesmo, e ele já é obsoleto.
Em 1944 a marinha americana incorporava um contatorpedeiro de escolta com 3 canhões destes, cito este apenas como exemplo, o USS Slater ( que existe até hoje como museu ):

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MensagemAssunto: Re: Monitor Parnaíba   Sex Ago 31, 2012 4:56 am

Nestes desenhos podemos ver a concepção dele:





Aqui a versão de dois tubos:



As guarnições ficam muito expostas nesses canhões antigos, mas já na Segunda Guerra Mundial existiam canhões com escudos fechados.......... veja um dos canhões de vante do USS Sigsbee em 1945, um canhão duplo emprego 5/38.



Este provia mais proteção para sua guarnição ( era todo fechado ), porém mais pesado requerendo uma plataforma ( o navio em sí ) mais estável, com maior poder de flutuação.
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MensagemAssunto: Re: Monitor Parnaíba   Sex Ago 31, 2012 4:57 am

Então para resumir, alguns canhões com mais proteção para seu pessoal que os opera, com escudos mais efetivos de proteção contra ataques, não seriam de capacidade para instalar no Parnaíba,ou envolveriam grandes custos de aquisição, integração de sistemas de direção de tiro, e etcs, e por causa de restrições de estrutura do navio, manutenção do calado para obedecer as restrições de navegação em águas rasas e para respeitar os limites do projeto do navio, isto não teria sido feito. Outros canhões com escudo fechado poderiam ser instalados, mas de menor calibre, mas por algum motivo a Marinha quer manter este 76 mm operando alí, e da forma como está. Navio velho, canhão velho.

Abs: Marcus Silva
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MensagemAssunto: Re: Monitor Parnaíba   Sex Ago 31, 2012 4:58 am

Nosso antigo NDCC "Duque de Caxias " tinha dois reparos duplos desses canhões de 3/50 instalados na proa.




Veja como os canhões eram desprotegidos, sem escudos ( nesta foto um navio-irmão do "Duque de Caxias", o ainda USS "York County", nos anos 60 ):

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MensagemAssunto: Re: Monitor Parnaíba   Sex Ago 31, 2012 4:59 am

A classe de NDCCs Newport desenvolvida nos EUA, introduzida em 1969 e que sucedeu a classe a qual pertencia o "Duque de Caxias", classe De Soto, incorporou já canhões de 76 mm em reparos fechados.

Veja fotos do USS Fresno:



Dei um zoom nos canhões de 76 mm com reparos fechados:




O USS Fresno era da mesma classe do nosso "Mattoso Maia". O Mattoso não veio com esses canhões instalados pq a classe Newport sofreu uma modernização, os canhõess de 76 mm foram retirados, e instaladas duas metrahadoras .25 e 6 metralhadoras .50, além do sistema CIWS Vulcan-Phalanx de 20mm.
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MensagemAssunto: Re: Monitor Parnaíba   Sex Ago 31, 2012 4:59 am

Agora voltando ao Parnaíba: na modernização de 1998 a configuração do armamento ficou assim:

-1 canhão de 76 mm Mk 22 ( já sabemos sua localização, na proa )

-2 canhões Bofors L/60 de 40mm em dois reparos singelos Mk 3,

-6 metralhadoras Oerlikon de 20mm em reparos singelos Mk 10.
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MensagemAssunto: Re: Monitor Parnaíba   Sex Ago 31, 2012 5:00 am

Aqui imagem do canhão Bofors L/60 de 40mm:



O navio possui dois canhões destes, veja a localização de um deles a bombordo:



O outro está em posição simétrica a boreste.
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MensagemAssunto: Re: Monitor Parnaíba   Sex Ago 31, 2012 5:01 am

Imagem das 2 metralhadoras Oerlikon de 20mm instaladas na popa:



E as outras 4 instaladas no tijupá:

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